O nosso Pedras empatou Domingo com o Maia
por 2-2. Comento apenas hoje, porque cada vez mais me custa
comentar jogos destes, mas vejamos ponto por ponto os diversos
tópicos a analisar.
Começo pela equipa do Pedras
Rubras, a que mais me interessa. Magnífica
atitude no que respeita ao querer e ao dar tudo o que se
tem em benefício do conjunto e do emblema. Os jogadores, e
desta feita todos eles, quiseram dar tudo, fazendo um jogo com
muito coração e alma. Gostei muito dessa atitude, o
que mereceu o aplauso de alguns sócios no final do jogo,
apesar do resultado e da época no geral. Criticar quando se
tem de criticar, elogiar quando se tem de elogiar: Amílcar e
Hélder Garcia estiveram muito bem, muito disponíveis
na frente (de acordo com a sua morfologia física e
táctica) e incisivos como se quer. Em suma,
coração e alma estiveram em campo. Os meus
parabéns a todos.
Mas... Mas não posso deixar de
dizer o seguinte: a equipa continua a não saber discutir os
90 minutos do jogo sem recuar excessivamente quando se apanha a
ganhar. Consentir o controlo do adversário é muito
diferente de se deixar dominar. Mas a realidade é que a
equipa, pelo historial desta época, tem sempre medo,
não confia totalmente em si. Eu percebo, infelizmente
percebo. Uma equipa faz-se muito dos resultados e, nesta fase do
campeonato, já é difícil... E, depois, a
equipa foi empurrada pelo árbitro, mas já vamos a
essa figurinha. Ainda assim, no global, volto a dizer: senti
orgulho dos jogadores.
Valério Pereira: Desta vez, mandou subir a equipa uma ou
duas vezes, mas não teve sucesso nessa tarefa. Via-se a
equipa recuar, recuar, e percebia-se que o golo do Maia podia
surgir a qualquer momento. E, pela milésima vez, devi dizer:
sofrendo-se o primeiro golo do adversário, é muito
provável que surja o segundo. É uma questão
anímica. Mas ele tb não está lá dentro
e não pode empurrar os jogadores lá para à
frente. E, depois, mais importante, não foi ele que escolheu
a maior parte da equipa. Ainda assim podia-se ter feito mais desde
que se assumiu o comando da equipa e o que parecia acontecer quando
fomos ganhar a Rebordosa por 1-0. Vamos descer e o treinador,
infelizmente, fracassou. Gostava, todavia, que se mantivesse na
próxima época e subisse a equipa novamente aos
nacionais. Era uma forma de se redimir e mostrar o seu
valor.
A figura de Domingo foi, pela negativa, o trio de arbitragem.
Empurrou constantemente a nossa equipa para trás, marcando
sempre faltas contra nós e os dois golos do Maia nascem de
dois erros claros. O primeiro nasce de uma falta a meio-campo
não marcada a nosso favor, o que desequilibrou a defesa e
originou o golo. O segundo nasce de um fora-de-jogo escandaloso de
dois avançados do Maia. Mas, sabendo que houve alguém
que telefonou a nossos jogadores oferecendo dinheiro para fazerem
penalties, está tudo dito.
Uma palavra para aqueles sócios que continuam a apoiar a
equipa neste mau momento, aqueles que estão lá porque
gostam do nosso emblema, do nosso PEDRAS RUBRAS. É nos maus
momentos que as atitudes têm mais valor.
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